O "VILLA GT"


"Villa GT" (não é Lorena nem Mirage)

O "Villa GT" aqui aparece apenas para esclarecimentos sobre o mesmo, já que muitas vezes tem sido apontado como um "Lorena modificado". Não é. Trata-se de um carro com design próprio, com idéias próprias, e o "Lorena GT" serviu como ponto de partida, agregando-se idéias do designer e de outros carros, tendo identidade própria, sem nenhuma ligação com o Lorena.

O "Villa GT" foi projeto por Adison Villa tomando como base o "Lorena GT", na verdade o "Mirage GT" verde (carro 3). Criou uma solução própria, buscando um carro barato, e este foi vendido tanto como carro completo como em kit. Apenas a carroceria e os componentes da época devem ser tomados como originais, já que a montagem dos detalhes era realizada pelo próprio cliente.

Lançado em dezembro de 1980como Villa GT, o carro foi homologado pelo DENATRAN no final de 1980 e teve alguma repercussão na mídia, sendo mesmo objeto de menção no Jornal Nacional e em um número de Quatro Rodas. Segundo Adilson Villa, os pedidos começaram a pipocar, sendo registradas encomendas até mesmo do Oriente Médio. O Villa GT, tinha dois lugares e apenas 1,10 m de altura. Vendido completo ou sob forma de kit, sua carroceria plástica reforçada com fibra de vidro era montada sobre plataformas novas ou usadas de qualquer modelo Volkswagen, sem cortes. Seus para-brisas vinham do Chevrolet Chevette (o dianteiro) e VW TL (a vigia traseira). Tinha rodas de magnésio com tala larga e bancos reclináveis, mas para reduzir o custo trazia janelas de vidro plano e acabamento bastante simples.

O Villa GT teve existência relativamente longa, sendo produzido pelo menos até 1987, em mais de cem unidades. Adilson Villa – proprietário da empresa e também presidente da associação de pequenos fabricantes de automóveis – por mais de uma vez procurou diversificar a linha – sem sucesso, por falta de recursos financeiros. Construiu um exemplar ao estilo targa, em 1983, e chegou a apresentar novo modelo em 1986, no I Salão do Veículo Fora-de-Série. Chamado Speed ME 1.7, era um conversível com mecânica Brasília, “feito a mão“, oferecido a investidores que se interessassem em fabricá-lo.

O GT passou por algumas mudanças nos últimos anos de vida – poucas, mas que melhoraram muito sua aparência: faróis retangulares carenados, para-choque dianteiro contínuo, janelas nas colunas traseiras e 2+2 lugares. A fábrica foi vendida para Paulo Giordano em 1983, que havia desenhado o carro, e no no XIII Salão (em 1984) o carro foi anunciado como Villa Di Giordano. Esta versão atualizada continuaria a ser comercializada simplesmente como Villa GT, mas a crise das pequenas fábricas, com a liberação das importações, encerrou a fabricação. Chegaram a ser fabricados mais de 100 exemplares, inclusive um exemplar com o teto targa.. Em seus últimos anos a empresa também fabricou o buggy Pegasus.

Os moldes dos velhos Villa GT ainda se encontram nas mãos da família Giordano.

Para que possa ser bem verificado que trata-se de um projeto próprio, nada a ver com o "Lorena GT". apresentamos abaixo algumas fotos (...merece um site...).

Primeiros modelos, sem vidros laterais na coluna traseira

 

 

Modelo seguinte, com vidros laterais na coluna traseira

Ultimo modelo, com farois cobertos e mudanças nos farois

Exemplar único, modelo targa.


Revista "Auto Esporte" Nº 236, abril de 1986, página 32


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