DETALHES

Nesta página apresentamos as peças e componentes de outros carros, utilizados no Lorena GT


Atualizado em 09/02/2016

A descrição de detalhes abaixo refere-se aos carros montados pela fábrica do Lorena GT.

Chamamos a atenção que aproximadamente 30 carros foram montados pela fábrica como carros de série. Mesmo entre estes 30 carros, vários foram montados atendendo especificações dos proprietários. Praticamente não houveram dois carros totalmente idênticos.

Entre 30 e 40 carrocerias foram vendidas avulsas, montadas pelos seus proprietários, com componentes adquiridos no mercado, ou seja, sem apresentar padrão nenhum. Uma destas características principais foi a utilização de par de faróis redondos, o que nunca foi feito com carros montados pela fábrica.


Brazões / Emblemas


Brazão "Lorena"

 

- Os carros eram identificados por um brasão com fundo cromado, contendo a "Cruz de Lorena"  em baixo relevo, em preto. A "Cruz de Lorena" também é denominada de "Cruz Patriarcal", "Cruz de Borgonha", "Cruz Episcopal", "Cruz Cardinalícia", e no Brasil de "Cruz das Missões" ou "Cruz Missioneira".

 

Os brazões eram produzidos em dois tamanhos:

 - grande... - 98 mm x 63 mm - colocado na frente do carro (e na traseira na 1a geração)

 - pequeno - 40 mm x 26 mm - colocados nas rodas, lateral do carro (2a geração), e direção (1a geração)

 


1a Geração

 

- apresenta dois brazões grandes: um na frente do carro, e outro no meio da traseira, sobre o compartimento do motor.

Estes brazões em metal, eram fixados na carroceria por dois rebites aparentes.

 

 

 

 

-    Utiliza ainda 5 brasões pequenos:

     - 4 nas rodas,

     - e um no botão da buzina, no centro da direção.


2a Geração

     

O brazão aparece apenas nos primeiros carros da 2a Geração, fabricados pela "Lorena Importação e Comércio Ltda"

- um único brazão grande na frente do carro (mesmo local da 1a Geração)

- 6 brazões pequenos

      - 4 nas rodas, e dois nas laterais, entre a porta e o para-lamas dianteiro

      - nestes carros também era utilizado acima do brazão um "script" com o nome "Lorena"

Pouquíssimos carros apresentaram esta configuração (no máximo 6). Os demais carros da 2a Geração não apresentam

nenhum brazão, e as rodas mantêm o emblema original do fabricante "Rodobrás".


3a Geração

Não apresenta nenhum brazão, emblema ou escrito na carroceria.


Emblema "Papagaio"

O emblema do papagaio era utilizado pela empresa ma decalco "Scuderie Lorena", principalmente para a divulgação do lado de competições dos carros Lorenas.

Esta logotipia nunca foi utilizada nos carros, apenas em documentos da empresa e em decalcos, as vezes aplicadas aos carros por seus proprietários.

O emblema do papagaio foi utilizado nos bugs Lorena, porém era retangular e com fundo preto, e continha apenas o papagaio e a palavra "Lorena" abaixo, ambos em dourado.

Veja na página sobre o buggy Lorena

Comentário sobre o brazão com o "Papagaio" - "Édo" Lemos

"O "URUBU" (é assim que  os amigos chamavam ) mede 9 (nove)centímetros de altura por 7 (sete) de largura e ficava no centro de um adesivo redondo de mais ou menos 12 centímetros de diâmetro. O fundo  deste adesivo era em dourado, e acho que na  borda estava escrito  "Protótipos  Lorena" ou coisa parecida. Ao redor deste adesivo existia um filete preto.

Este eu que recortei pra por no Capacete adesivado com "contact"."

(Dwight Edson "Édo" Roosevelt Lemos)

Nota do site: Segundo o Sr. Léon "Lorena" e sua filha Pámela, a decalco da "Scuderie Lorena" possuía esses dizeres

Logotipo do "Papagaio" no carro, e do capacete do Édo

 

Reconstituição.

    Pela descrição  do  Édo e do Sr. Léon Lorena,

    o adesivo devia ser algo como a reconstituição ao lado.

 

 

Sr. León "Lorena" Larenas Izquierdo em 08 de agosto de 2012, com o jaleco utilizado na fábrica, com o aplique da "Scuderie Lorena".


Script "Lorena"

Na reportagem da revista Auto Esporte #57, julho de 1969, pode-se ver no para-lamas dianteiros um script o nome "Lorena", assim como no carro D2.02, da equipe "Auto Minho", porém acreditamos tratar-se o mesmo carro.

Os carros D1.05 e D1.06, primeira Geração também apresentam o escrito.

Este script foi utilizado em poucos carros, 5 ou 6, nos últimos da 1a Geração e nos primeiros da 2a Geração.

 

Partes


- dobradiças do capo dianteiro

- dobradiças do capo traseiro

- maçaneta externa
- trincos dos capôs dianteiros e traseiro

- fechaduras das portas

- vidros das portas
- para-choques
- faróis
- pisca-pisca dianteiros
- sinaleiras traseiras
- soleiras das portas
- luzes internas
- direção
- "bola" da alavanca de câmbio

- espelho retrovisor interno
- interruptores do painel
- painel de instrumentos

- comando do pisca-pisca
- trincos das portas - internos
- para-brisas
- tanque de combustível
- carburação
- escapamento
- rodas


Dobradiças do capo dianteiro

- Dobradiças do capo dianteiro do Willys Interlagos. Anteriormente estas mesmas dobradiças foram utilizadas nos carros Alpine a108, do qual o Interlagos se originou, e A110. A primeira utilização destas dobradiças foi na França, nos populares Renault Ondine, e nos primeiros Renault Dauphine.

     

Foto: Revista 4 Rodas, N° 33, Abril/1963, página 83


 - Dobradiças do capo dianteiro do  Willys Interlagos       - os modelos "Mirage" utilizaram dobradiças do

                                                                                                    capo traseiro do Puma


Dobradiças do capo traseiro

- Dobradiças do capo traseiro dos Renault Dauphine/Gordini.

- os modelos "Mirage" utilizaram dobradiças do capo traseiro do Puma

 


- Dobradiças do capo dianteiro do Renault,      - os modelos "Mirage" utilizaram dobradiças do

   Dauphine/Gordini                                                  capo traseiro do Puma


Maçaneta externa

- Trincos das portas do Volkswagen Sedan até 1977


Trincos das portas do Volkswagen Sedan


Trincos dos capôs dianteiros e traseiro

Geração 1 - trinco da tampa de combustível da Kombi     

Foto: VW Trends,  Ano 16, N° 7, Julho/1997, página 70

   



Geração 2 - trincos internos do sedan Volkswagen

- Os carro Geração 2, 3, e Mirage, possuíam fechaduras internas comandados por cabo, do sedan Volkswagen até 1971


Fechaduras das portas

-Fechaduras das portas do Volkswagen Sedan até 1977


Vidros das portas

- Nos Lorena GT, os vidros das portas movimentam-se acompanhando a inclinação da coluna "A"  (frente da porta). O mecanismo de acionamento era por manivela, com um sistema de cabos exclusivo do carro, extremamente problemático, que necessitava de 13 voltas da manivela para levantar o vidro. Seguidamente os cabos escapavam das roldanas............

Vidro pouco baixado                                                              Vidro quase que totalmente baixado

Movimento do vidro (fechado - meio aberto - aberto - canaletas)


Para-choques

- Frisos utilizados nos ônibus Mercedes-Benz

     

 

Foto: Revista 4 Rodas, N° 66, Janeiro/1966, página 83


                       - Para-choques com os frisos utilizados nos ônibus Mercedes-Benz

                       - na 1a geração o para-choques traseiro é composto por duas partes, uma de cada lado da tampa traseira.

                       - nas 2a e 3a geração o para-choques é composto por uma peça única, de lado a lado da carroceria.


Faróis

- Bloco ótico com lâmpada, utilizado em ônibus e na linha Ford (F-150, F-350, F-650) de 1969-1970

  Sinaleira dianteira incorporada ao bloco ótico

- Aros dos faróis utilizados por vários fabricantes de ônibus entre 1966 e 1969, como Caio, Eliziário, Grassi, e Scania-Vabis.

- Todos os carros montados completos pela Lorena apresentavam os faróis acima. Carros que apresentam faróis redondos   duplos, comum de se encontrar, ou sofreram modificação, ou são carros montados apartir apenas da carroceria, e os exemplares "Mirage".

      

                           Lorena GT -  Faróis da linha de ônibus                                            Mirage GT - faróis duplos redondos

 

Nas fotos abaixo os aros dos faróis da linha Ford 1968-1969 (acima), e abaixo os utilizados por empresas fabricantes de ônibus, os utilizados pelo Lorena GT.

Por vezes é comentado que os faróis seriam os do VW 1600 (Zé-do-Caixão), mas os faróis do VW não tem absolutamente nada a ver com os utilizados pelo Lorena GT, nem aro nem bloco ótico.

 


Pisca-pisca dianteiros

- Geração 1 - pisca-pisca lateral retilínio, na lateral dos para-lamas.

- Geração 2 e 3 - utilizavam pisca-pisca redondo, também na lateral dos para-lamas.

     

 

Foto: Revista 4 Rodas, N° 66, Janeiro/1966, página 20


 

- Pisca-pisca retangular                                                 - Pisca-pisca redondo


Sinaleiras traseiras

 - Utilizada a parte da lente e o aplique interno das sinaleiras traseiras do Ford Fairline 1954.

   Apenas a lente (Part # FDA-13450), e o acabamento interno (Part # B4AZ-13489-A), sem a base cromada.

 

 


- Os últimos carros produzidos utilizavam sinaleiras da Kombi, como o carro apresentado no Salão do Automóvel de 1970.

    


- Os carros Mirage utilizavam as sinaleiras do Chevrolet Opala.

    


Soleiras das portas

- Chapa de alumínio, idêntica à utilizada pela Puma VW 1969. Este tipo de alumínio era utilizado para revestir o congelador de

  alguns refrigeradores........

     

 

Foto: http://www.pumaclassic.com.br


Soleira em alumínio, idêntica à utilizada pela Puma VW 1969


Luzes internas

- Duas luzes de leitura, nas colunas atrás das portas, parte alta.

  Estas luzes eram utilizadas no Willys Itamaraty

       

                                                                                                      Foto: Revista 4 Rodas, N° 88, Novembro/1967, página 98


Direção

- Direção marca "Fittipaldi", modelo "Tarumã", cromada     


Foto: Revista 4 Rodas, N
° 146, Setembro/1972, página 152


                         - os modelos Geração 1 apresentavam sobre o                  - os modelos Geração 2 e 3, tinham o botão da

                            botão da buzina o brazão "Lorena" em metal                       buzina com a "Cruz de Lorena" em baixo relevo


"Bola" da alavanca de câmbio

- Marca "Fittipaldi", como a direção

  

 "Bola" cromada, com a indicação de marchas de duas formas:

letras pretas sobre fundo branco, e letras brancas sobre fundo preto.


Espelho retrovisor interno

         Espelho retrovisor interno do Ford Corcel 1


 

Interruptores do painel

1a Geração - interruptores do Willys Itamarati

             

         

Foto: Revista 4 Rodas, N° 88, Novembro/1967, página 98

- 4 interruptores no painel, abaixo do conta-giros (na foto os 4 da esquerda):

-  da esquerda para a direita:

    - sinaleiras

    - faróis (luz alta/baixa com comando no pé, à esquerda, ao lado do pedal da embreagem)

    - limpador de para-brisas - primeira velocidade

    - limpador de para-brisas - segunda velocidade


2a Geração - apresentava um console central, entre a alavanca de câmbio e o freio de estacionamento,

  com três interruptores:

- Da esquerda para a direita:

    - sinaleiras e faróis

    - limpador de para-brisas, duas velocidades

    - isqueiro


Painel de instrumentos

- Velocímetro e Conta-Giros - instrumentos semelhantes ao velocímetro do Vokswagen sedan.

- Velocímetro com escala até 200 km/h, de 20 em 20 Km, incorporando luzes indicadoras de carga do alternador,

  pressão de óleo, pisca-pisca, e luz alta. Marca VDO.

- Conta-Giros - com escala até 6.000 giros, de 1000 em 1000 giros. Marca VDO.

 

1a Geração

Apresenta o Conta-Giros e Velocímetro centrados no painel (Conta-Giros à esquerda).

À esquerda marcador de gasolina, e à direita Amperímetro, Pressão do Óleo e Temperatura do Óleo.

(alguns carros apresentavam Voltímetro em lugar do Amperímetro)

Chave de ignição no painel, no canto superior esquerdo, sem tranca de direção.

 

 

 

 

 

2a e 3a Geração

Apresenta o marcador de gasolina centrado com o Conta-Giros à esquerda e o Velocímetro á direita.

Os primeiros carros apresentavam apenas estes três instrumentos. Os carros a seguir voltaram a incorporar o Amperímetro e indicador de Pressão do Óleo, à direita do Velocímetro.

Chave de ignição junto à coluna de direção, com tranca de direção.

 

 

 

 


Comandos do pisca-pisca (luzes de direção)

- Alavanca do sedan Vokswagen cortada, com a alavanca no posição central superior

    


Trincos portas - internos

- Os primeiros carros possuíam trincos internos do Volkswagen Sedan

             

 

- Os modelos a seguir possuíam trincos esportivos da marca "Universal", com furos redondos (direita), ou EMPI.

     

Foto: Revista 4 Rodas, N° 140, Março/1972, página 130


- trincos internos do Volkswagen Sedan                              - trincos esportivos da marca "Universal",


Para-brisas

O para-brisas utilizado no Lorena foi o mesmo modelo utilizado no Ferrer-GT. Tratava-se do Para-brisas do Corvette Sting-Ray de 1967/1968. O para-brisas foi reproduzido no Brasil.

  


Tanque de combustível

- Tanque de combustível do Volkswagen Sedan 1300, com modificação na posição da tampa de combustível, e recorte na parte frontal.

- Bóia de combustível elétrica.

      


Carburação

- Dupla carburação 32 da marca "Kadron", K-17000 (cabeçotes de entrada simples - VW-1300), carburadores 32-PDIS, utilizados no Gordini e no Corcel 1300.

- Alguns carros foram produzidos com cabeçotes de dupla entrada, após o lançamento do Volkswagen 1600, "Zé do Caixão".

- Os carros podiam ser fornecidos com mecânica 1300, 1500 ou 1600 (segundo folhetos), e a pedido dos clientes, podiam ter qualquer preparação. A preparação dos motores era feita na oficina Chico Landi, na rua Afonso Brás em São Paulo.

      

Foto: Revista 4 Rodas, N° 123, Outubro/1970, página 114



Escapamento

- Um cano central, sem abafador, da marca "Grand Prix"

      

   
Foto: Revista 4 Rodas, N° 121, Agosto/1970, página 119


                  Primeiros carros, Geração 1 e 2                              Carro no VII Salão do Automóvel - 1970

                  Um cano central, marca "Grand-Prix"                      Escapamento duplo, através da carroceria

Mirage GT - escapamento duplo, embaixo da carroceria


Rodas

Os primeiros carros Lorena utilizavam as rodas "Rodabrás", e tinham o brazão "Lorena" em metal preso por um parafuso central. Posteriormente o brazão não era mais colocado na roda. Rodas originais na medida 5´ x  13´ (cinco polegadas de largura e 13 polegadas de diâmetro.

Os carros também podiam ser fornecidos, com as rodas opcionais "Bolo de Noiva" da marca "Scorro", ou "Castelinho" da marca "Italmagnésio".

Obs: os Lorena foram produzidos pela fábrica apenas sobre chassis de Volkswagen Sedan 1300, logo todos com rodas de 5 furos.

         Carros que apresentam rodas de 4 furos são carros montados a partir apenas da carroceria, e os exemplares "Mirage".

Rodas "Rodabrás"

 
 

O exemplar fotografado para o primeiro catálogo, apresentava rodas originais do Volkswagen Sedan 1300, de 4,5 polegadas de largura com 15 polegadas de diâmetro. Este carro teve suas rodas substituídas pelas rodas "Rodobrás" de 13 polegadas.

Os primeiros carros tinham o brazão "Lorena" em metal preso por um parafuso central. Posteriormente o brazão não era mais colocado na roda.

Rodas "Scorro", modelo "Bolo de Noiva"

O exemplar apresentado no "VII Salão do Automóvel" (novembro/1970) utilizava rodas "Bolo de Noiva" da marca "Scorro".

Rodas "Italmagnésio", modelo "Castelinho"

Carro com rodas "Castelinho"


Identificação do Lorena GT

O Lorena GT é cadastrado no DENATRAN (Departamento Nacional de Trânsito) com as seguintes características:

Código DENATRAN: 11389900

Denominação: MON/LORENA GT SPORT (MON corresponde á "Montado")

 

Número do Chassis

A Lorena tanto fabricava veículos completos, quanto comercializava carrocerias para montagem pelo comprador.

Nos carros montados pela fábrica, o número do chassis teve 3 localizações distintas:

a. (todos os anos) - mesmo local dos sedan VW (túnel, face superior); sobre o túnel central na parte traseira, (mesmo local do Volskswagen sedan), nos carros montados a partir de chassis fornecido pelo cliente (Volkswagen sedan), e nos chassis retirados de veículos adquiridos completos da Volkswagen (20 carros Volkswagen sedan "pé-de-boi");

b. (apenas 1968) - em placa fixada com dois pinos na carroceria, dentro do compartimento do motor, na cobertura da roda esquerda  - primeiros chassis adquiridos completos da Volkswagen do Brasil, sem numeração;

c. (apenas 1968 e 1969) - em placa fixada com dois pinos no túnel central, atrás da alavanca do freio

de estacionamento   - chassis adquiridos completos da Volkswagen do Brasil, sem numeração

(local idêntico ao utilizado pela Puma nos carros produzidos até março/1976)

 

A numeração ("b" e "c") tinha o seguinte formato:

4 algarismos indicando o Lorena GT = P321;
+ 1 ou 2 algarismos indicativos do ano de fabricação, a saber:
8 = 1968
9 ou 69 = 1969
70 = 1970
71 = 1971
+ 3 algarismos indicativos do n de série.

Exemplos:

P3218003 - P3219009 - P32169020 - P32170035

 

Plaqueta

Em 1968 e 1969 alguns carros apresentavam também (além da numeração do chassis) uma plaqueta de identificação contendo Número de série, Ano de fabricação, e Número do chassis.

Esta plaqueta era afixada na coluna da porta do motorista, abaixo da fechadura.


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